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Blue Planet

Blue Planet

Filmes da minha vida #1

Para mim os domingos, seja em que altura do ano for, pedem sofá, manta, televisão e chá (não, não se trata de um cliché, mas sim do meu domingo de sonho). Infelizmente, depois de ter começado a trabalhar estes domingos idilícos são mesmo isso: uma utopia. Ainda assim, eu gosto muito de partilhar e por isso aqui vai uma série de filmes que me dizem muito, que tornam um domingo nhaq num domingo wow. São antiguinhos. Eu tenho um defeito muuuuuito grande: sou muito pouco reticente a filmes novos, o que é estúpido e não faz sentido absolutamente nenhum, eu sei. Mas se ao mesmo tempo estiver a passar o Patch Adams (que já vi umas 36452 vezes) e... a Forma da Água (vencedor de mil Óscares este ano) eu escolherei ver pela 36453ª vez o Patch Adams. Por isso, a minha cultura cinéfola (?) não é muito vasta. Vai aumentada quando me levam ao engano e não tenho outra hipótese se não ver um filme novo (aquele sonzinho dos Simpsons que remete para anjinhos e auras e nuvens e luzes brilhantes no céu pf).

O Rei Leão, The Lion King. A primeira cassete que recebi. A primeira vez que chorei ao ver um filme e que me apercebi que afinal os pais nem sempre morrem quando são velhinhos e têm cabelos brancos/jubas menos exibicionistas. Conceito de família, de comunidade, amor, muito amor, companheirismo, banda sonora espectacular. Muito, muito, muito bonito. 

Hércules, o primeiro filme que fui ver ao cinema - o já inexistente cinema do Bom Sucesso - como o tempo passa (não, não tenho 80 anos, mas sou muito dada ao saudosismo, é um facto). Claro que tinha que estar aqui! Músicas que perduram anos e anos. Muito bom! Brilha o Sol, Hércules chegou!!!!

Ainda durante a adolescência... Lembro-me que o primeiro livro - Harry Potter e a Pedra Filosofal - foi prenda de anos, à qual não achei piada nenhuma. Depois de alguma insistência de um amigo do colégio para ler, "é espectacular, Blue! Aprendes a fazer feitiços e eles andam num Colégio maior que o nosso!" comecei a ler e depois nunca mais parei. Fiquei completamente viciada e ficava sempre desejosa que viesse o próximo. Recordo-me de verter umas lagrimitas depois da morte do Sirius e do Albus Dombledore e também de ter tecido umas quantas palavras menos agradáveis para o Snape (mais tarde, obviamente que tive que dobrar a língua! Nem tudo o que parece é, Blue!).Lembro-me de rir feita tolinha com o Ron e as suas Ronices,... Grande saga! Parabéns J.K.! Só podiam ter sido os bons ares do Porto para te inspirar a escrever grande obra!

Tropa de Elite! Lembro-me tão bem de quando vi este filme! Foi num domingo daqueles super desinteressantes e que estava sozinha com a minha mãe. O meu pai tinha deixado este DVD em cima da mesa, pois tinha sido emprestado por um amigo que tinha dito que valia muito a pena. E como não estava a dar nada de jeito na tv àquela hora (para variar) decidimos ver. Estivemos quase, quase a desistir da ideia. Nossa que violência! Perdido por cem, perdido por mil. Tanto movimento, tanto disparo, tanta gritaria, tanto palavrão, era da maneira que não adormecíamos! Provocou em nós desconforto, mexeu com o nosso interior. Ouvimos falar algumas vezes sobre as favelas nos telejornais, mas com este filme tivemos a oportunidade de entrar nelas, de nos sentirmos seus moradores, de vivenciarmos o aperto de que é ser familiar de alguém que arrisca todos os dias a vida por alguém que não conhecemos. Foi desconcertante, foi um abanão, foi bom.

The Ring I, o primeiro filme de terror que vi tinha praí 12 anos! Estive uma boa quantidade de tempo relutante em atender telefonemas, algo que a minha mãe não percebeu e que o meu pai se ria à gargalhada!

Para a minha irmã, My Sister's Keeper. Outro daqueles que nos relembram que nem tudo o que parece é! Muito, muito bom! Um aperto no coração.

Gato preto gato branco. Epa tão bom!! Emir Kusturika está aqui <3 Porque 1/6 de mim é gipsy e pronto!

O Silêncio dos Inocentes, The Silences of Lambs. Anthony Hopkins?! Menos 30 anos e já marchavas! Adoro todo o seu misteriosismo e o seu Aniball Lecter ... desconcertante. Claps também para a Jodie Foster, que no meu ponto de vista esteve muito bem.

 Richard Gere, outro sonho de homem! Pretty Woman, Sonho de Mulher. Tão, tão perfeito! A Julia Roberts é um mulherão e o Richard ... ai o Edward Lewis!! Meninas, quem é que nunca sonhou com um Richard/Edward só para si?

The Constant Gardner, o Fiel Jardineiro. Outro! Ralph Fienes! Não, não pensem que faço questão de ver os filmes apenas pelas figuras que lhe dão vida. Não é de todo verdade, mas a uma boa história está sempre associado uma bela estampa. E esta? Malditas indústrias farmacêuticas que ganham milhões e brincam com todos nós, mas como se trata dos medicamentos (os comprimidos que nos deixam ficar na Terra mais algum tempo) muitos de nós fecham os olhos... Um amor daqueles!

Into the Wild, Christopher McCandless aka Alex Supertramp. Quantas já vezes já me/nos passou pela marmita despegar-me(nos) de tudo e viajar só comigo/connosco própria(os) e descobrir o mundo? És grande Alex!

Já num registo mais ligeiro, mas com seriedade na mesma, até porque se trata num dos meus sonhos, Pirata das Caraíbas - Por Estranhas Marés (Pirates of the Caribbean - On Stranger Tides)! Ai ai ai Johny (o meu fetiche, o meu sonho de homem), oitocentos e noventa e dois ai ai ais para o Captain Jack Sparrow! Obviamente que não perdi a oportunidade de o ver em 3 dimensões. Inesquecível! 

 

E por fim, o filme dos meus filmes, aquele que já perdi a quantidade de vezes que o vi e que me emociono sempre (o Titanic de muitas boas almas), uma das figuras que idolatro e que só podia ser representada por quem é, a história que mexe comigo - que me faz querer ser mais e melhor, que me faz querer sentir e fazer por ser especial, que me faz querer marcar a diferença e provoca em mim a vontade de contagiar tudo e todos.

Patch Adams! 

 

Viva às pipocas, aos ombros amigos e às almofadas!

 

O meu coração. A minha cabeça. As minhas mãos.

Bom dia. Escrevo este texto de adianto. Programo a sua publicação para hoje, sábado, às 10h00. A esta hora, se tudo correr como programado, já estarei a terminar a prestação do Autocuidado: Higiene e estarei a realizar tratamentos a feridas cirúrgicas, (re)algaliar quem tiver que (re)algaliar, a introduzir sondas nasogástricas se necessário, a dar medicação e a dar resposta às intercorrências que possam surgir. Sou Enfermeira. A Arte de Cuidar é o que me faz andar cheia de motivação e sentir-me realizada. Hoje é sábado, diz-me o Facebook para aproveitar os raios de sol que vão surgir, mas farei-o a partir das janelas do Hospital. O fim-de-semana, esse, é uma miragem. Entre hoje e amanhã trabalharei 29h. Não me estou a queixar. Estou a partilhar. Já não é a primeira vez que utentes me perguntam: Ó Sra. Enfermeira, você vive cá? Respondo-lhes com um sorriso e às vezes acrescento: Olhe que não era de todo má ideia ;)

Quis o destino que a Enfermagem fosse o meu Caminho. E eu estou a ADORAR a trilha!!

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p.s.: A partir de hoje poderão contar com muuuuuuuuuuuuuitas crónicas sobre aquela que é a Arte de Cuidar.

 

Sexta-feira. (Im)paciência.

Escrevo este post e ainda me encontro na bicha/fila numa caixa do Lidl. Não vou dissertar sobre o facto de ser sexta-feira, final de tarde e o Lidl só ter 2 caixas a funcionar. Não vou. 

O que é que acontece quando há apenas 2 caixas a funcionar e metade de Lisboa estar concentrada no Lidl em questão?

- As filas são enooooooooooooooooooooooooormes;

- A paciência das pessoas fica reduzida a vestígios;

- O bom senso é mandado ao ar.

Então estava eu na fila quando a senhora da frente, que ainda tinha as coisas no cesto, verifica que se esqueceu de alguma coisa. MAS, havia ainda DOIS senhores à frente dela e o que estava imediatamente antes dela tinha imeeeeensa coisa para levar. Eu apercebi-me da situação, inclusive da parte em que ela deixou o cesto e foi buscar o que se tinha esquecido. E deixei-me ficar atrás do cesto dela.

O que é que se sucede?

Um xico esperto, vendo-me com coisas na mão para levar e com um cesto à minha frente, mas aparentemente sem dono, pôs-se à minha frente. Calmamente, JURO QUE FOI CALMAMENTE, expliquei-lhe que o cesto pertencia a uma senhora que tinha ido buscar não-sei-o-quê e que eu estava a seguir. Ele fingiu não ter ouvido (eu não falo propriamente baixo e palavra que o disse assertivamente) e deixou-se ficar. Como ele tinha apenas um pacote de não-sei-o-quê deixei-o levar a taça porque não me estou para chatear. Entretanto, deve ter passado a nuvem de bom senso pela cabeça dele e regressou ao sítio dele o que fez com que uma senhora, sabe lá Sr. Deus de onde, começasse a barafustar. Porque eu estava a ser uma tonta, se ele não passa, passa ela, porque lá pela outra se ter esquecido de alguma coisa não quer dizer que tenha o direito de deixar o cesto a marcar lugar. Respirei fundo e expliquei-lhe que não lhe adianta de nada estar a reclamar, porque o senhor que tinha imeeeeeeeensa coisa para levar ainda está a ser atendido e que se a senhora que se esqueceu de não sei o quê estivesse acompanhada teria sido exactamente a mesma coisa, mas alguém ficaria a zelar pelo cesto dela. A senhorazeca fez ouvidos de mercador e continuou a barafustar. Entretanto chegou a senhora-esquecida e começaram a barafustar as duas. Cansei-me, disse à outra para se meter no seu lugar e apelar à lógica porque estava a complicar uma coisa simples. Afinal de contas o senhor que tem imeeeeeeeeensa coisa para levar e que está à frente da senhora esquecida ainda está a ser atendido. Irra! Haja paciência!

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À procura de casa em Lisboa: Missão (Im)possível

Por questões de trabalho mudei-me do Porto para Lisboa no final de 2016. Das melhores coisas que me aconteceu foi ter dividido casa. Ter mudado de cidade foi, por si só, um marco na minha vida. E ter encontrado esta casa foi das melhores coisas que me aconteceu. Mas agora que sei que o meu futuro a longo prazo será vivido na Lisbonita, iniciei à dois meses a minha procura e… não tem sido fácil. Tem sido um teste à minha resiliência e pragmatismo. Tem sido um peddypapper que me tem permitido conhecer melhor Lisboa.

Um dia escreverei sobre a calamidade a que chegou o mercado imobiliário. Já fui ver T0 de área bastante semelhante a um eléctrico (e não me refiro aos novos!!) por 650€ e em que a senhoria demonstrou-se irredutível a baixar o preço. Em sua defesa? A minúscula e única janela da casa tinha vista para o Museu da Arte Antiga. Pois bem, minha cara, enfie a janela e os 650€ num sítio que eu cá sei.

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.cho.co.la.te.

Ó meu Deeeeeeeus! 

Eu não me empanturro com bifes, arrozes, batatas, filetes, panados, saladas (ai quem me dera!). Não costumo repetir o conduto (sim, no Porto ao prato que vem depois da sopa e antes da sobremesa chamamos conduto). Mas a minha forma roliça não se deve ao facto de inalar o ar. Às vezes, com este metabolismozinho de merda, mais parece, mas a verdade é que sou uma desvairada no que diz respeito às gulodices. Sou menina para arrumar com uma tabele de chocolate em segundos (ai que o Lidl tem uma tão boa de chocolate de leite e avelãs por 0,79€ ), com os "filipinos" do Pingo Doce, com os croissants da Padaria Portuguesa. É que nem vou dar mais exemplos porque quem não sabe é como quem não vê. 

Nos últimos tempos (à dois dias, mais precisamente) tenho feito um esforço por comprar apenas coisas sanas, porque elas existem nos mesmos supermercados supra citados e são igualmente deliciosas (mantra que me tenho repetido mental e constantemente). Tenho-me vingado na fruta, nas panquecas de aveia e no muesli, que tem um bocadinho de chocolate, me confesso.

Passaram apenas 48h, nada de extraordinário, é verdade, mas já recebi um boost de energia, quando amigas, daquelas irritantes gurus da health life, que não me viam à uma semana me dizem: "Blue, estás mais magra!". Não é verdade, mas possivelmente perdi volume. Tenho é que fazer uma adenda: a última semana foi passada em casa, no colinho da família, só a comer coisas boas e sanas. Com umas prevaricações nocturnas, mas nada de extraordinário (de quando em vez sinto-me uma dependente!). E a verdade é que comer bem faz toooooooda a diferença.

Acontece que ontem, voltei em grande ao trabalho. 16h no lombo e às 5h da manhã já estava a ressacar. Tinha esgotado os meus tapwares (que esquisita que fica a palavra escrita!) de fruta, de iogurtes gregos, de panquecas,... Senti mesmo que o meu cérebro estava a precisar de glicose. Vai daí que pensei para mim que aquela prevaricação não seria uma prevaricação, mas sim uma necessidade para desempenhar um bom trabalho. Dei corda às minhas crocs e fui à máquina do -1. Seleccionei o café e depois virei-me para a secção dos snacks. Trabalho num hospital público. Não sei se estão a par das alterações a nível das comidas das máquinas de distribuição e dos bares, mas as ementas foram revistas e desapareceram uma série de coisas. Eu percebo e concordo, mas turnos de 16h pedem coca-colas, kit kats, snickers, pringles,... e... em vez de ter seleccionado o snickers (acabou-se o kit kat buahhhhhh) seleccionei uma barra de cereais com vestígios apenas observáveis a microscópio de chocolate que me custou os mesmos 0.90€ que me teria custado um filho-de-uma-mãe de um snickers. Karma sucks.

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Músicas da minha vida #1

MÚSICA É VIDA!

Ai o que eu gostava de ter umas cordas vocais hiper-mega-talentosas, mas não. Quis o destino que eu fosse parente de canas rachadas. Mas também é verdade que não estou nem aí. Se gostar da música canto-a até que a voz me doa )(saber a letra não é requisito obrigatório - quem nunca?).

Tenho mil e uma músicas que me tocam o coração, que vão desde o pop mais rasca ao erudito mais refinado, o que torna a minha selecção difícil, mas a primeira... A primeira é de caras:

 

Porto Sentido de Rui Veloso e Carlos Tê. No coração. Sempre.

Vida de Adulto

 

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Os anos passam e eu já conto com 24, quase mais perto dos 30 dos que dos 20 (OMG).

A minha vida deu uma volta de 180º à mais ou menos um ano e meio. Nada que não fosse esperado, mas 180º são sempre 180º.

Terminei a licenciatura no Verão de 2016 (não me apetece, para já, dizer aquilo que faço e que tanto me preenche - é o chamado "vamos com calma, não metas a carne toda no assador) e no dia 1 de Novembro desse mesmo ano mudei-me de armas e bagagens para a Capital. Deixei a minha Nobre y Muy Linda Cidade (é fácil de perceber qual, certo? Tanto azul, tanto Muy Nobre e Leal Invicta?) e vim, para ficar, naquela que acabou por se tornar na Lisbonita do meu coração.

Sobre este assunto terei mil e uns temas para falar, mas o never grow up que queria marcar aqui não se refere a isto, mas sim ao facto de que andei toda uma vida a apregoar aos sete ventos que queria a minha independência, que depois de terminar o curso estava mais do que na altura que ir morar sozinha, de começar a trabalhar e a pagar as minhas contas, a não depender de ninguém. E está tudo certo. Quase dois anos depois não me arrependo dos passos que dei, do rumo que escolhi. E regressar ao ninho, ao colinho da Família é exponencialmente melhor ainda. Mas as lides domésticas... 

É pensar no que vou pôr a descongelar hoje para as marmitas de amanhã, é consultar várias vezes durante o dia a metereologia para decidir se vale a pena pôr a roupa a lavar, é lembrar-me quando foi a última vez que mudei a roupa da cama (nos primeiros tempos esforçava-me por mudar todas as semanas, mas no Inverno, não tendo máquina de secar, a tarefa é praticamente impossível), é ter de fazer um bypass para o supermercado no caminho para casa porque há sempre qualquer coisa que falta, é ter de ganhar coragem e agarrar-me ao ferro. É pôr em causa todas as vezes em que barafustámos com as mães por elas serem fantásticas e hiper-megas-donas-de-casa.

Guess who's back \m/

Hey hey hey Internet,

 

I'm back passado uns anos. Sim, nos meus 17, 18 anos era a Mary Poppins e apregoava aos sete ventos: Supercalifragilisticexpialidociuos. Fui eu mesma. Como sempre. Isto de ter coração à beira da boca tem muito que se lhe diga, mas eu se há valor que prezo é o da Verdade. 

Agora, com mais anos vividos, com mais mundo conhecido, sou a Blue. A Blue Moon, a Blue Corazón, a Blue que anda à procura do seu Duarte. A Blue que se quer divirtir e divertir, partilhar, informar, questionar e pensar.

Segurem-se, caros passageiros, porque a viagem ao Blue Planet ainda agora começou!

Welcome a board ;)

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