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Blue Planet

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Vida de Adulto

 

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Os anos passam e eu já conto com 24, quase mais perto dos 30 dos que dos 20 (OMG).

A minha vida deu uma volta de 180º à mais ou menos um ano e meio. Nada que não fosse esperado, mas 180º são sempre 180º.

Terminei a licenciatura no Verão de 2016 (não me apetece, para já, dizer aquilo que faço e que tanto me preenche - é o chamado "vamos com calma, não metas a carne toda no assador) e no dia 1 de Novembro desse mesmo ano mudei-me de armas e bagagens para a Capital. Deixei a minha Nobre y Muy Linda Cidade (é fácil de perceber qual, certo? Tanto azul, tanto Muy Nobre e Leal Invicta?) e vim, para ficar, naquela que acabou por se tornar na Lisbonita do meu coração.

Sobre este assunto terei mil e uns temas para falar, mas o never grow up que queria marcar aqui não se refere a isto, mas sim ao facto de que andei toda uma vida a apregoar aos sete ventos que queria a minha independência, que depois de terminar o curso estava mais do que na altura que ir morar sozinha, de começar a trabalhar e a pagar as minhas contas, a não depender de ninguém. E está tudo certo. Quase dois anos depois não me arrependo dos passos que dei, do rumo que escolhi. E regressar ao ninho, ao colinho da Família é exponencialmente melhor ainda. Mas as lides domésticas... 

É pensar no que vou pôr a descongelar hoje para as marmitas de amanhã, é consultar várias vezes durante o dia a metereologia para decidir se vale a pena pôr a roupa a lavar, é lembrar-me quando foi a última vez que mudei a roupa da cama (nos primeiros tempos esforçava-me por mudar todas as semanas, mas no Inverno, não tendo máquina de secar, a tarefa é praticamente impossível), é ter de fazer um bypass para o supermercado no caminho para casa porque há sempre qualquer coisa que falta, é ter de ganhar coragem e agarrar-me ao ferro. É pôr em causa todas as vezes em que barafustámos com as mães por elas serem fantásticas e hiper-megas-donas-de-casa.

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